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- Geometria e Arte

por Sérgio Lima

 

     Quando se pensa na utilização da geometria na arte, imediatamente nos remetemos a grandes artistas como Albers, Mondrian, Huszár, Balla, Calder e Sónia Delaunay. Além destes artistas, existem muitos outros que, como eles, se inspiraram na geometria para melhor exprimirem as suas idéias, usando-a como técnica, símbolo ou até mesmo como tema.

     A geometria, associada à matemática e à simplificação da forma, traz consigo conceitos significativos da arte abstrata do século XX. As duas primeiras obras analisadas têm o conceito abstracionista e nos remetem também claramente ao conceito da geometria e ao neoplasticismo de Piet Mondrian e Theo van Doesburg.

     No vestido de Yves saint Laurent “Mondrian” e na pintura de Theo van Doesburg “Composição XXII” o ângulo reto define todas as formas em planos e linhas, fazendo com que as duas obras obra não tenham o compromisso de representar nada concreto, porque seu valor está intrínseco nela própria. A geometria é fortemente presente nos seus ângulos retos e ambos os artistas conseguem a junção muito bem definida dos dois movimentos de abstração e geometria. A abstração e a geometria sempre andaram juntas nas novas expressões artísticas.

     Na obra de Gianne Versace, sem título, 1991-92, ele traduz muito bem sua idéia com uma peça com contornos e cortes bem desenhados, dando formas ao corpo, acentuado as curvas e os planos, enfatizando  as formas geométricas e os vazios, trazendo elementos sinuosos delineando o corpo pelo caimento leve e modelado. A geometria se torna claramente presente em toda a silhueta da obra.

     Christian Dior, no vestido “Linha Vertical”, 1950, expressa em uma das suas peças uma beleza de vestido que nos remete a vários conceitos como de leveza, movimento, repetição e geometria. Uma obra com vários conceitos bem definidos, ressaltando-se o conceito geométrico da obra. Nas camadas que caem em seqüência até o chão observamos, além do movimento, a geometria presente realçando curvas e suavizando os bustos. Dior foi responsável pelas silhuetas exuberantes e a harmonia das linhas verticais que nos remetem a uma graciosidade sofisticada, leveza, movimento e composições geométricas bem definidas.

     Alexandre Rodtchenko, com a fotografia “A escada”, 1930, mostra a repetição como atividade do dia a dia e como padrão geométrico abstrato. O mais impressionante na obra é a desmaterialização da realidade fotografada. Ao mesmo tempo em que vemos uma pessoa subindo uma escada, é clara a composição de linhas e planos fortes e bem definidos. A obra mostra sua exuberância no efeito construtivo da luz, por pontos de vistas diferentes, e podemos perceber a aproximação que a obra tem com a abstração puramente geométrica ou simplesmente uma pessoa subindo os degraus da escada.

 



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