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- Fotografia

por Sérgio Lima

 A imagem fotográfica é capaz de registrar a ilusão, de expressar o tempo, de constituir uma cópia ou diversas interpretações de um determinado olhar, de um ponto de vista sobre a realidade. Na “ONDA” de Gustave Le Gray, este instante foi registrado com maestria. A proximidade íntima e singular que proporciona um registro fotográfico é capaz de descrever profundos e sensíveis aspectos do real , provocando um sentido de experiência e interação dificilmente expressáveis pela palavra.

Hoje a utilização infográfica auxilia muito na contextualização e entendimento de uma mensagem em que as palavras não são suficientes para elucidar todos os códigos e então utilizamos os recursos da infografia como uma combinação perfeita entre texto e imagem para melhor expressão do registro imagético.

Podemos observar na obra de  Robert Smithson “Pier em Espiral”. Do alto, perdemos os pontos de referência. Mesmo do espiral na foto nos proporcionando uma sensação de movimento atemporal, o movimento ideal para sua perfeita interpretação é o deslocamento espacial temporal, sendo uma obra que exige a interação do observador, criando uma relação diferente para com as obras estáticas.

A relatividade do tempo e a relatividade do movimento. Percebemos com um outro olhar a obra de Claude Monet “ A estação de Saint-Lazare” . O tempo e o movimento são importantíssimos. Em uma história narrada por Renoir, este  dizia que uma vez um crítico ridicularizou o trabalho de Monet por causa dos motivos escolhidos: “um nevoeiro não é tema de pintura!”esta  estupidez do crítico despertou em Monet o desejo de pintar algo mais nebuloso. Nesta história Renoir conta que certa manhã foi acordado por Monet aos gritos:

Achei... A estação de Saint-Lazare! No momento das partidas, a fumaça é tão densa que não se distingue, por assim dizer, nada. Um encantamento, verdadeiramente feérico!
É preciso captar em flagrante o sol brincando no vapor dos escapamentos. Vai ser preciso que retardem o trem de Rouen. A luz é melhor uma meia hora depois da partida...
           Na sétima arte a ilusão dos movimentos são realizadas. O imaginário torna-se realidade e desencadeia outros olhares e outras reflexões mais sólidas sobre o registro do movimento.  A superioridade artística registrada em sucessões de 24 fps, que nos dá esta sensacional impressão de movimento é representada em 1924 por René Clair, no qual ele apresentava seu filme Entr’acte no intervalo de um balé dadaísta. Estas sequências fotográficas possibilitaram a Clair montar de forma sarcástica e até aleatória as diversas situações do cotidiano, ironizando momentos como uma partida de xadrez uma dança ou até mesmo um velório.

      A relação entre o tempo e o movimento no qual um não existe sem o outro. René Clair ousa em suas criações e reduz a velocidade do tempo utilizando a câmera lenta, alterando nossa percepção de tempo, não alterando o tempo em si.

 Mira Schendel, na utilização de frágeis folhas de papel-arroz, penduradas em um fio, mostrava a efemeridade do tempo e da obra. O título da obra , Trenzinho, já nos transmite a idéia de movimento, transitoriedade, conjugando materiais e técnicas que se interrelacionam entre tempo e movimento.

Gaetano Pesce expandiu as noções e estruturas do novo design italiano, com sua criação focada no desenvolvimento  em sofás cujo  visual era bastante orgânico e que inovava pela concepção de seu formato, com grande facilidade de transporte e mobilidade.

       A preocupação com o estético e o funcional, planejando dentro do seu processo criativo uma metáfora da velocidade com que a tecnologia imprimia à sociedade e a cultura pop por meio da utilização do plástico, barato e de consumo rápido.

      Obras que lidam com o tempo de maneiras diferentes. A fotografia sintetiza e isola o movimento para serem contemplados e analisados, remetendo-nos o movimento que só o tempo pode nos proporcionar. O instante da luz, a expressividade do momento que desperta emoções diferentes em lugares diferentes e em pessoas diferentes. As diferenças das sensações e das sensibilizações que somente uma obra de arte pode nos proporcionar.



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