Educação e cultura
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Memória em retrato a partir de Andy Warhol e Iberê Camargo
Geometria e Arte
Andy Warhol e Iberê Camargo
- A construção do conhecimento através do brincar
Serviço 4
Serviço 5
- MATEMÁTICA SEM SOFRIMENTO, NEM COMPLICAÇÕES.

por Sérgio Lima 

INTRODUÇÃO


A matemática é o monstro da escola. Talvez a principal dificuldade que a disciplina apresente é a sua significação para o aprendiz, pois o mesmo não consegue estabelecer uma correlação com o que está sendo aprendido. Aquele conteúdo, muitas vezes, são apenas números e equações soltas no espaço, sem o menor sentido para a sua realidade de vida. Cabe ao educador estabelecer referências transversais e de forma dinâmica que a Matemática está presente em tudo que gira ao nosso redor.

É muito comum ouvirmos dos alunos o quanto é difícil aprender matemática. Ensinar matemática é desenvolver o raciocínio lógico, estimular o pensamento independente, a criatividade e a capacidade de resolver problemas. Como educadores matemáticos, devemos procurar alternativas para aumentar a motivação para a aprendizagem, desenvolver a autoconfiança, a organização, concentração, atenção, raciocínio lógicodedutivo e o senso cooperativo.

DESENVOLVIMENTO

Servantes (2012) apresenta-nos uma nova perspectiva de conceber a matemática. Destacando que, independente da disciplina a didática e a postura do professor poderá favorecer uma aprendizagem significativa. 
Os pesquisadores e teóricos na área educacional discutem sobre o fracasso escolar e as dificuldades de aprendizagem no contexto escolar. Associado ao fracasso escolar surge os problemas de comportamento, os medos, os sofrimentos psíquicos dos alunos e/ou professores com entraves no processo de ensino-aprendizagem. Sabe-se que há dificuldades no campo das diversas áreas de conhecimento, incluindo, a matemática. Visualizada por muitos como disciplina complexa e difícil, até mesmo pelos professores mais experientes. 
O estudo da matemática propicia ao ser humano o desenvolvimento da autonomia intelectual e a capacidade crítica. 
As crianças com faixa etária (2 anos) ainda não percebe a importância dos números, encontra-se na fase de conhecer lentamente os numerais. A partir dos 4 anos pode brincar com materiais que favoreça essa ideia de números e conceito de geometria. As crianças amadurecem e aos 10 anos começam a lidar com situações do cotidiano mais complexas que envolvem resolução de problemas, relacionando com o tempo a quantidade e os conceitos científicos. 

Tais pontuações confirmam a concepção de Chacón (2003) quando afirma que a aprendizagem da matemática é cíclica, depende das experiências dos estudos da disciplina, pois ao aprender matemática influi na formação de suas crenças, pensamento, experiências cotidianas. Utilizar diversas metodológicas de ensino é diferencial na prática do professor comprometido com a aprendizagem significativa do aluno. Além disso, considerar as implicações da necessidade lúdica é fundamental. Pois, o lúdico diferencia-se das demarcações do brincar espontâneo, e passaram a ter uma conotação de experiência, pois as pessoas quando jogam expressam seu verdadeiro "eu". Dessa forma, o lúdico possibilita o estudo da relação da criança com o mundo externo, integrando estudos específicos sobre a importância do lúdico na formação da personalidade (Servantes, 2012). 

Através da atividade lúdica e do jogo, a criança forma conceitos, seleciona ideias, estabelece relações lógicas, integra percepções, faz estimativas compatíveis com o crescimento físico e desenvolvimento e, o que é mais importante, se socializa. No tocante a prática pedagógica e a postura adotada pelo professor podemos ressaltar que, por muito tempo foi transmitida de forma tensa, tendo preocupação demasiada em transmitir o conteúdo de forma clara. Esta preocupação causou, inconscientemente, insegurança, sendo assim necessário ser repensada a forma de ensinar e considerar os conhecimentos prévios do aluno. 

Sabe-se que a problemática do ensino da matemática apresenta lacunas na formação dos professores, por este motivo deve ser prioridade a reflexão nas Universidades e contextos escolares sobre o papel que o professor deve desempenhar, levando em conta que sua postura e sua didática (a forma como ensina) têm influência sobre o comportamento do aluno frente ao aprendizado da matemática. E nessa expectativa, Parra (2001) pontua que os professores deveriam aceitar tornar-se responsável pelos meios individuais de aprendizagem do aluno (o sujeito cognitivo), o que exigiria uma modificação completa do papel do professor e de sua formação; uma transformação do próprio conhecimento; outros meios de controle individual e social do ensino; uma modificação da epistemologia do professor, conforme aponta Servantes (2012).

CONCLUSÃO

Visto que a aprendizagem da matemática, bem como de outra disciplina deve ser transmitida ao aluno de forma agradável, partindo da inteligência, dos conhecimentos prévios e experiências do aluno. Por isso, a postura do psicopedagogo nesta realidade deve organizar o ensino e perceber a necessidade do contexto escolar, pois os planos de ensino visam à aprendizagem objetivamente. A postura didática bem como a postura do ensinante e do aprendente compõe o que se caracteriza como relação do processo ensino-aprendizagem. 

REFERÊNCIAS 

CHACÓN, Inés Maria Gómes. Matemática emocional: os afetos na aprendizagem matemática. Porto Alegre/RS: Artmed Ed., 2003. 
LOURENÇO, Orlando M - Crianças para o amanhã. Porto: Porto Editora, 1993

LÜDKE, Menga e ANDRÉ, M. - Pesquisa em educação: abordagens qualitativas. SãoPaulo: E.P.U.,1986.
PARRA, Cecília; SAIZ, Irmã (orgs.) Didática da matemática: reflexões psicopedagógicas. Porto Alegre/RS: Artmed Ed., 2001.

PIAGET, Jean - O Juízo Moral na criança. São Paulo: Summus, 1994.



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