Educação e cultura
- Educação a Distância
- Ambientes Virtuais de aprendizado
-A moda e sua dialógica Relação com o Ritmo e com o Espaço.
- Desconstruções
- Geometria e Arte
- A legitimação da Linguagem Cinematográfica
- Fotografia
Memória em retrato a partir de Andy Warhol e Iberê Camargo
Geometria e Arte
Andy Warhol e Iberê Camargo
- MATEMÁTICA SEM SOFRIMENTO, NEM COMPLICAÇÕES.
Serviço 4
Serviço 5
- A construção do conhecimento através do brincar
 A construção do conhecimento através do brincar

por Sérgio Lima



"Brincadeira de criança
Como é bom, como é bom
Guardo ainda na lembrança
Como é bom, como é bom
Paz, amor e esperança
Como é bom, como é bom"

A construção do conhecimento ocorre quando interligamos aquilo que já sabemos e principalmente aquilo que aprendemos. Para termos novos conhecimentos, precisamos associar  a outro conhecimento já aprendido, para a partir de então modificá-lo e ampliá-lo. É o que ocorre na troca do conhecimento dentro dos diversos contextos da sociedade. O brincar favorece esta prática e estimula o aprendizado. Pensar a importância do brincar nos remete às mais diversas abordagens existentes, tais como a cultural, que analisa o jogo como expressão da cultura, especificamente a infantil; a educacional que analisa a contribuição do jogo para a educação, desenvolvimento e/ou aprendizagem da criança e a psicológica que vê o jogo como uma forma de compreender melhor o funcionamento da psique, enfim, das emoções,da personalidade dos indivíduos.

Bettelheim cita muito bem em um dos seus textos, “brincar é muito importante porque, enquanto estimula o desenvolvimento intelectual da criança, também ensina, sem que ela perceba, os hábitos necessários a esse crescimento.” (1988, p. 168)

Brincadeiras e ludicidade - Por que é tão importante estes dois fatores na vida de um aluno?  As brincadeiras e jogos que vão surgindo gradativamente na vida do ser - desde os mais funcionais até os de regras, mais elaborados - são os elementos que lhe proporcionarão estas experiências, possibilitando a conquista da sua identidade. Estas mesmas atividades, possibilitam que as crianças ultrapassem sentimentos e fatos, combinando-os entre si, reelaborando-os criativamente e edificando novas possibilidades de interpretação e de representação do real, de acordo com suas afeições, suas necessidades, seus desejos e suas paixões. De acordo com Piaget “essas formas de jogo, que consistem, pois, em liquidar uma situação desagradável revivendo-a ficticiamente, mostram, com particular clareza, a função do jogo simbólico, que é a de assimilar o real ao eu, libertando este das necessidades de acomodação.” (1994, p.73).

As situações de brincadeiras possibilitam, também, às crianças, o encontro com seus pares, fazendo com que interajam socialmente, quer seja no espaço escolar ou não. No grupo descobrem que não são os únicos sujeitos da ação, e que para alcançar seus objetivos precisam levar em conta o fato de que outros também tem objetivos próprios que querem satisfazer. Os jogos infantis, no dizer de Piaget (1994), constituem-se “admiráveis instituições sociais” e através deles as crianças vão desenvolvendo a noção de autonomia e de reciprocidade, de ordem e de ritmo. Permitir à criança espaço para brincar, proporcionando-lhe interações que vêm, realmente, ao encontro do que ela é, aliado às nossas tentativas no sentido de compreendê-la efetivamente, nestas atividades, é dar-lhes mostras de “respeito”. Assim, fica-nos evidente a importância do brincar no âmbito escolar.

Esta certeza, porém, nos instiga a rever a situação dos educadores: será que eles estão preparados para lidar com estas questões do mundo infantil? Ao levarmos em consideração, neste trabalho, o papel do professor, não pretendemos estabelecer uma visão unilateral da relação ensino-aprendizagem, porém, é evidente, para nós, a sua parcela de responsabilidade no processo educativo.

 

Bibliografia:

BETTELHEIM, Bruno - Uma vida para seu filho. Rio de Janeiro: Campus, 1988.

FREUD, Sigmund – Além do Princípio do Prazer. Rio de Janeiro: Imago, 1998

KAMII, Constance, DEVRIES, Retha - Jogos em grupo na educação infantil: implicações da teoria de Piaget. São Paulo: Trajetória Cultural, 1991.

KISHIMOTO, Tizuko M. (org.) - O brincar e suas teorias, São Paulo: Pioneira Educação,

1998.

___________________- O jogo e a Educação infantil. São Paulo: Pioneira, 1994

___________________ - Jogos Tradicionais Infantis. São Paulo: Vozes, 1993

LEIF, Joseph e BRUNELLE, Lucien - O jogo pelo jogo: a atividade lúdica na educação de

crianças e adolescentes. Rio de Janeiro: Zahar, 1978.

LOURENÇO, Orlando M - Crianças para o amanhã. Porto: Porto Editora, 1993

LÜDKE, Menga e ANDRÉ, M. - Pesquisa em educação: abordagens qualitativas. São

Paulo: E.P.U.,1986.

CENTRO DE EDUCAÇÂO INFANTIL. Projeto político pedagógico. Londrina. 2009. P.22-25.
FORTUNA, T. R. Sala de aula é lugar de brincar? Disponível em http://www.pead.faced.ufrgs.br/sites/publico/eixo3/ludicidade/valeria/texto_sala_de_aula.pdf. Acessado em 10/10/2009.

PIAGET, Jean - O Juízo Moral na criança. São Paulo: Summus, 1994.

___________ - A Formação do símbolo na criança: imitação, jogo e sonho, imagem e representação. 2ª ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1975.

___________ - Psicologia e Pedagogia: a resposta do grande psicólogo aos problemas de ensino. São Paulo: Forense, 1970



Frisa
Espaço Psicopedagógico
Cursos a Distância - Frisa EaD
Coluna Sérgio Lima
Galeria Imagens
Entre em contato
Nossos sites
Festival da Primavera - Idoso Protagonista